Papão fica agora de olho na formação de talentos

  • Publicado 01 / 2021

    O Paysandu termina a temporada 2020 com um olhar diferenciado para dentro do clube, mas especificamente para a sua categoria de base. Nada menos do que 13 jogadores do elenco profissional foram criados dentro da Curuzu. Pelas contas do clube, essa quantidade aumenta em mais um por causa do atacante Debu. Que é da base da Tuna Luso, mas foi para o Papão para a disputa do Campeonato Brasileiro de Aspirantes, que foi voltado para atletas sub-23, com exceções para até três jogadores acima dessa idade em campo. É uma quantidade significativa e que deixa ao clube uma perspectiva animadora. Destes, apenas o goleiro Paulo Ricardo é titular absoluto, mas não foram poucos os casos de outros que jogaram, alguns como titulares em algumas ocasiões. O elenco profissional tem, atualmente, entre os que os oriundos da base, os goleiros Paulo Ricardo e Afonso; os laterais Diego Matos e Rafael Onofre; o zagueiro Kerve; o volante Willyam; os meias Victor Diniz, Alan Calbergue, Yure e Júlio Cezar; e os atacantes Flávio, Marco Antônio, Bruce e Debu. Dentro do clube a expectativa é que muitos deles tenham mais espaço na próxima temporada. Brigatti lamenta erros e pede desculpas por perda do acesso à Série BSem acesso e com zueira: veja os memes da eliminação do Paysandu da Série CExercício físico auxilia no fortalecimento da imunidadeAlém de reforçar o elenco bicolor, a cria de talentos pode render dividendos financeiros ao clube. A diretoria ainda não confirmou, mas o meia Victor Diniz pode estar de malas prontas para ir ao Cruzeiro-MG. O jogador tem contrato com o clube paraense até o fim de 2022 e seria emprestado por um ano à Raposa, com opção de compra pelo time mineiro. O meio-campista estreou na equipe profissional na atual temporada e esteve em campo em sete oportunidades no Campeonato Brasileiro de Aspirantes, onde fez três gols e foi um dos destaques do time alviazul na competição. Na equipe de cima foram quatro jogos, dois pelo Campeonato Paraense (Itupiranga e Paragominas) e outros dois pela Série C (Santa Cruz-PE e Clube do Remo). O trabalho não pode parar Sobre o desempenho da base em 2020 e um balanço do trabalho feito, a reportagem conversou com o coordenador da base bicolor, Carlos Henrique Carvalho, e o técnico do sub-20 e do time de aspirantes, Aylton Costa. Ambos falaram sobre a possibilidade de trabalhar no centro de treinamento de 2021, das dificuldades da falta de competições oficiais, da necessidade de maiores investimentos e de quem pode ter mais chance nas próximas competições. a.jpg  A nova diretoria tem como plano ter de um a dois campos em uso no CT até o fim do primeiro semestre. Quais os acertos para o uso imediato desses campos pela base também? CHC - Não temos um acerto prévio com a nova diretoria sobre o uso do CT. Temos que esperar alguns campos ficarem prontos e acredito que não teremos problemas em usar campos que estejam disponíveis, tanto a base quanto o feminino. Mas temos que esperar mais um tempo por essa definição quanto ao avanço das obras. São pelo menos três categorias de base e não posso usar um campo só. As coisas serão feitas de forma gradativa. AC - Quanto maior for a estrutura de um clube, maior qualidade teremos para executar os trabalhos e consequentemente formar com mais qualidade atletas. O quanto o Campeonato Brasileiro de Aspirantes foi importante para a base, num ano em que competições foram suspensas, como a Copa SP? CHC - A gente viu que foi muito válido para o Paysandu. O saldo da competição foi muito positivo. Recuperamos o Willyam, que foi para o profissional, o Debu foi contratado e renovou contrato. Yan e Lucão foram acionados pelo profissional e não deixaram a desejar. Ou seja, suprimos bem o elenco de cima e demos minutagem ao sub-20, que estava precisando. Não temos previsão de competições estaduais e estamos esperando pela FPF. Se tiver outro campeonato de aspirantes não pensaremos duas vezes em participar. AC - O Brasileiro de Aspirantes foi uma experiência muito boa para o clube. Enfrentamos clubes com uma qualidade de trabalho melhor e conseguimos disputar as partidas de igual pra igual. Ficamos em 7º colocado geral na competição, com isso conseguimos dar rodagem para alguns atletas e o espelho disso foi que alguns integram o profissional do clube. Há algum planejamento de empréstimos de jogadores que estourarão a idade do sub-20 e não venham a ser utilizados no profissional esse ano? CHC – Temos sim um planejamento nesse sentido. Recebemos sondagens de clubes parceiros, de dentro e de fora do estado, para emprestarmos alguns atletas. Foram jogadores que apresentaram potencial nos aspirantes, uma competição que serviu de vitrine. Alguns desses jogadores devem também ser aproveitados na Copa Verde. Vimos jogadores com potenciais muito bons. Os clubes do Norte já sentem o peso da falta de intercâmbio e poucas competições. Como fazer para remediar esse problema? Emprestar mais a garotada a outros times para ganhar experiência? AC - Sentimos a falta, sim, de competições por causa da pandemia e também na região Norte são poucas as competições de base. Para remediar esse problema alguns jogadores chegam para compor o elenco do futebol profissional e, quando há a possibilidade, emprestamos para clubes de outro eixo com o intuito de dar mais rodagem e experiência para os mesmos. O Paysandu termina a temporada com jogadores como Paulo Ricardo, Diego Matos, Victor Diniz e Willyam sendo utilizados no time de cima e outros como opções. O quanto isso pesa para um maior investimento na base? CHC - O Yure também teve destaque, só não jogou mais porque teve uma lesão. O Flávio, atacante do sub-23, vem sendo relacionado para os jogos. O Kerve é um zagueiro que está suspenso por causa de um jogo no sub-20, mas que em breve terá chances. Hoje, um terço do elenco profissional do Paysandu é composto por jogadores formados dentro do clube, o que é muito significativo num universo cheio de dificuldades estruturais e financeiras. Conseguimos fazer essa formação da melhor forma possível. A diretoria começa a ver isso de outra forma e a acreditar um pouco mais. AC - Podemos esperar mais qualidade de trabalho com os atletas que tiveram a experiências no ano 2020 tanto nos treinos com profissionais quanto na competição nacional que disputamos e o objetivo é acrescentar o máximo de atletas no elenco profissional. fonte:DOL