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 ¤ Aspectos de Icoaraci
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        A história de Icoaraci é tão antiga quanto a de Belém. De sesmaria à fazenda, a área que hoje compreende parte de Icoaraci, passou pelas mãos de pessoas anônimas, ilustres e também de ordens religiosas. Mas foi em 1869, com a demarcação da área em logradouros e lotes para serem aforados, que a fazenda se transformou em povoado. Três décadas depois o então Povoado de Santa Izabel foi elevado à categoria de vila, recebendo o nome de Vila de Pinheiro. Somente em 1943 a Vila se transformaria no Distrito de Icoaraci.
      Icoaraci, distante 18km do centro de Belém por via rodoviária, é reconhecido como um dos principais pólos de produção artesanal de cerâmica do Estado do Pará. A palavra artesanato deriva do francês "artisant", referindo-se originalmente, à atividade que remonta aos povos primitivos. Seu apogeu, a nível internacional, deu-se em 1930, a partir do I Congresso Internacional do Artesanato, na cidade de Roma, refletindo, assim, em diversos países, inclusive o Brasil.
      O artesanato icoaraciense apresenta em suas peças uma beleza plástica e diversa, fruto da pluralidade cultural manifestada desde os tempos pré-coloniais, como são os estilos tradicionais: marajoara (caracteriza-se pela exuberância e variedade de decoração, utilizando pintura vermelha e preta, sobre engobe branco, representa a 4ª fase arqueológica da Ilha do Marajó), tapajônico (é tridimencional, feita com uma mistura de cauxi e cariapé. São figuras humanas e animais que provém da região do Baixo Tapajós), maracá (tem como berço o Amapá, mas é em Icoaraci que este trabalho se desenvolve. As urnas funerárias encontradas no Vale do Rio Maracá são de três tipos: tubulares, zoomorfas e antropomorfas) . (Vejam no topo do site algumas imagens de peças do artesanato icoaraciense).
      O maior número da produção de Icoaraci, concentra-se no bairro do Paracurí, mais precisamente na Travessa Soledade, onde se localizam a maioria das olarias. Paracurí é o nome do Rio que corta a região, de suma importância para a comunidade, pois no percurso deste rio encontram-se várias jazidas de argila, matéria prima para a confecção das peças de cerâmica, que, a bem verdade é preciso que se diga, encontram-se ameaçadas com as constantes invasões.
      A produção nessas olarias é muito variada, desde a confecção de peças arqueológicas até às mais estilizadas; de peças lisas e sem pintura às mais trabalhadas; de estilos tradicionais até suas recriações com pintura em manganês; de cerâmica utilitária à cerâmica decorativa, como: vasos, alguidares, cofres, pratos, jogo de feijoada, cinzeiros, etc.
      Ainda no Paracurí (Travessa dos Andradas, nº 1110, com a Rua Coronel Juvêncio Sarmento) existe uma escola que se propõe a ensinar a arte de produzir cerâmica, é o Liceu de Artes e Ofícios "Mestre Raimundo Cardoso", fundada em dezembro de 1996 pelo prefeito Hélio Gueiros. Este Liceu foi a concretização de um projeto que visa articular educação e cultura, propondo um curriculum contendo as disciplinas básicas para a conclusão das séries do 1º grau. Em um turno e no outro o s alunos recebem aulas teórica-práticas sobre cerâmica.
      Possuindo o mesmo modelo dos núcleos coloniais da Região Bragantina, Icoaraci é composta de quarteirões regulares, ruas e travessas largas repletas de mangueiras. Compartilhando da Belle-Époque tanto quanto outras áreas da capital do estado, Icoaraci guarda em seus Chalés e Estação Ferroviária as características das construções que caracterizaram a primeira metade do início deste século. Aliás, um dos "chalés", o Tavares Cardoso, está sendo recuperado pela Prefeitura de Belém.
      Localizado no ângulo entre a Baía do Guajará e o Rio Maguari, o Distrito desfruta de uma posição geográfica que possibilita fácil acesso à jazidas de argila que se concentram nos rios Paracuri e Livramento. Essa característica possibilitou transformar a área em um dos principais pólos de produção artesanal de cerâmica do estado do Pará.
      Icoaraci possui ainda mais uma característica peculiar: a confluência de tantas características que Belém já possuiu e que o processo de crescimento urbano sem planejamento terminou por sufocar. Viver em Icoaraci é poder desfrutar do tempo ainda que dentro da modernidade. É sentir aquela moleza gostosa depois do almoço de açaí com camarão comprados no Mercado Municipal e poder dormir a sesta; pois o comércio, tal como Belém fazia há anos atrás, fecha suas portas. É poder tomar tacacá no final da tarde sob a sombra refrescante das mangueiras e não se preocupar com a hora de chegar em casa; - afinal a casa é logo ali -, e locomover-se de bicicleta é a tarefa de todo pé redondo - para quem não sabe as pessoas de Icoaraci são conhecidas como pés redondos, pois seu veículo de locomoção é, por excelência, a bicicleta. É tomar água de coco sentindo a brisa da orla e olhando o rio-mar. É andar alguns quarteirões e encontrar mais um Chalé que fala sozinho sobre a história da capital. Viver em Icoaraci é a oportunidade de poder ser mais belenense.
      As ações de governo na atual administração abrangem obras relacionadas à diversas temáticas. Revitalização, Saneamento, Saúde, Educação e Transporte são temáticas na qual a população demanda e planeja o espaço urbano e as questões relacionadas à qualidade de vida. Neste momento a Prefeitura de Belém, dentro de uma visão participativa do cidadão na gestão da cidade, possui várias obras em andamento e o Distrito de Icoaraci encontra-se também contemplado, seguindo, assim, a proposta de parceria nas ações para o futuro de Belém. Pensar essas ações de forma integrada significa otimizar gastos e resultados; isso significa dizer que áreas de atuação como lazer e cultura, indústria, comércio e serviços devem ser pensadas como complementação mútua para um resultado integral e maximizado para o Distrito.
      Ações como a revitalização da Orla e da Rua Soledade (essa última já concluída), configuram como decisões de governo e, possibilitarão melhor acesso melhor e qualidade de vida para os moradores e usuários, assim como a sustentabilidade econômica dos segmentos que atuam nessas áreas.
      Hoje Icoaraci passa, como toda a capital, pelo processo de co-gestão da cidade através do Orçamento Participativo - OP e do Congresso da Cidade, sendo este um espaço suprapartidário no qual os diferentes atores sociais pensam e discutem o futuro da cidade. Algumas ações já foram realizadas para a construção de uma Icoaraci mais bonita e mais justa. Outras ações, todavia, estão em andamento e podem ser observadas, como, por exemplo a revitalização do Chalé Tavares Cardoso, como já dissemos, e a futura revitalização do Mercado da 8 de Maio.
      A revitalização da entrada de Icoaraci, através de um monumento aos Oleiros - proposta inicial da administração Manfredo Ximenes ainda não esquecida - é uma ação que está sendo discutida com diferentes atores sociais. Administração Regional de Icoaraci, Secretaria Municipal de Saneamento-Sesan, oleiros e outros segmentos organizados do Distrito já decidiram pela elaboração de três propostas de monumento feitas por Oleiros historicamente reconhecidos pela população, sendo que apenas uma representará a atividade oleira de Icoaraci.
      No Orçamento Participativo - OP de 1998, os delegados aprovaram a construção do Espaço Cabano que tem na sua concepção oferecer esporte, cultura e lazer à população Icoaraciense. Novamente, dentro de uma perspectiva democrática envolvendo diferentes atores sociais, a Administração Regional de Icoaraci, Fundação Cultural de Belém (Fumbel) e Movimento de Vanguarda Cultural de Icoaraci (Mov-CI, iniciaram um diálogo no qual, dentro de uma perspectiva de construção do futuro da cidade, buscam juntar essa demanda do OP à revitalização da Estação Ferroviária. Assim, o Espaço Cabano deverá ser construído em conjunto com a preservação da memória da cidade.
      Revitalização do Chalé Tavares Cardoso, Estação Ferroviária, Entrada de Icoaraci, são obras que criam espaços onde atividades de lazer e cultura podem ser desenvolvidas. Hoje Icoaraci já possui uma via de acesso - Rodovia Augusto Montenegro totalmente recuperada, com sinalização, ciclo-faixa, garantindo acesso rápido e seguro aos usuários. Essa é uma característica que possibilita um fluxo maior de pessoas para o distrito o que viabiliza também um aceleração para o comércio e serviços do local.
      Se a recuperação da rodovia Augusto Montenegro, configurou-se como um passo essencial para viabilizar um maior fluxo da população de para Icoaraci, essa todavia, não é ação suficiente para garantir o aumento mais intenso desse. A população de Belém ainda não está acostumada a fazer esse percurso; participar de alguma atividade em Icoaraci não é um hábito para os Belemenses. Para que isso aconteça é necessário que se cria algumas condições de estímulo, já que a infra-estrutura de locomoção aparece já sem problemas.
      Nesse sentido, é importante pensar em algumas atividades fixas que se configurem como o estímulo necessário para o deslocamento das pessoas rumo ao Distrito. As atividades devem acontecer no espaço público irradiando seus resultados para os outros espaços de Icoaraci.

      Atrações - A orla de Icoaraci, um dos locais mais prazerosos do Distrito, é o local onde podemos saborear aquela deliciosa água de coco; Reveillon na Orla - integrado ao calendário de eventos da Administração Distrital no ano de 1999, a partir de uma idéia do administrador Manfredo Ximenes -, conta com show pirotécnico e musical para saudar o Ano Novo; Carnaval - a programação consta da realização de quatro bailes populares, no Pontão do Cruzeiro, com animação de Trio Elétrico e bandas de Belém e Icoaraci, reunindo a cada domingo do mês de fevereiro cerca de 20.000 pessoas, além do Desfile Oficial de Blocos e Escolas de Samba, tornando-se um espetáculo cada vez maior, não deixando nada a desejar comparado ao Carnaval de Belém com o apoio da Polícia Militar, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e ambulâncias 192; Quadra Junina - a abertura se dá, normalmente, no dia 24 de junho, Dia de São João, estendendo-se durante uma semana; além de show musical característico da época; conta, ainda, com apresentação de grupos folclóricos e parafolclóricos, e concursos de Boi-Bumbá, Quadrilha Roceira e Dança de Quadrilha; Miss Caipira e Mulata Cheirosa, tendo como palco a Praça da Matriz, situada à Rua Pe. Júlio Maria, entre as Travessas São Rocque e Itaboraí; Ver-o-Verão - a programação de férias é realizada durante todo o mês de julho, procurando atender à comunidade em geral. Sua programaçào é constituída de atividades esportivas e culturais. Os alunos das escolas estaduais, municipais e particulares, são incentivados às competições dentro dos próprios colégios, além de participarem das competições esportivas abertas à comunidade. As atividades são: futebol de campo, voleibol, xadrez, skate, atletismo, etc, além de concurso da "Garota Verão", luta de Boxe, fisiculturismo e show musical na Praia do Cruzeiro; Independência - é realizada uma programação cívico-cultural, durante a primeira semana do mês de setembro. Os alunos das diversas escolas no Distrito são convidados a integrarem a programação cívica que conta, ainda, com concurso de cartazes, redação, corrida, caminhada, etc. A programação culmina com a realização de grande show musical na Praça da matriz. Além disso, no dia 8 de setembro, aniversário de Icoaraci é cumprida uma extensão programação alusiva.

      Festas Religiosas - Durante o ano inteiro, a comunidade icoaraciense participa de festejos religiosos, os quais são constituídos por procissões, peregrinações ou ladainhas, algumas delas culminando com o "levantamento do mastro".
      Originaram de iniciativas familiares, que, com o tempo, foram assumidas pela comunidade em geral ou mesmo pelas igrejas. São elas: São Sebastião - assumida pela Paróquia de São Sebastião. É realizada há mais de 60 anos, e comemorada durante o período de 10 a 20 de janeiro; Menino Deus - há muito é organizada por uma moradora da comunidade, D. Sinhá, realizada na semana da Natal; Nsa. Sra. do Livramento - é realizada desde 1945, no período de 01 a 16 de outubro na capela da Santa, localizada na Travessa Soledade, (Paracuri), também organizada pela comunidade; São Geraldo Magella - realizada pela comunidade na capela construída pelos missionários redentoristas, por ocasião das Santas Missões realizadas em 1995, na Travessa Soledade, com a Rua Padre Júlio Maria. É festejada na primeira quinzena do mês de outubro; Nsa. Sra. de Fátima - realizada pela paróquia de mesmo nome, localizada na Rodovia Augusto Montenegro, com a Rua 8 de Maio, sempre na última quinzena de outubro; São Pedro: realizada pela comunidade do bairro do Tenoné; Nsa. Sra. das Graças - realizada pela Paróquia de São João Batista, e comemorada durante 15 dias, após a procissão do Círio que ocorre no quarto domingo de novembro. No ano de 1994 esteve presente durante a procissão, o quadro original da Santa, que segundo a tradição derramou lágrimas no ano de 1950, na residência de sua proprietária, D. Zenóbia de Castro, trazido pelo então coordenador do Círio, empresário Humberto Carvalho; Procissão Rodo-Fluvial de N. Sra. De Nazaré - realizada todos os anos no segundo sábado de outubro, antecedendo o Círio de Nazaré com o apoio da Administração Regional de Icoaraci. Após o trajeto rodoviário, é celebrada missa campal no trapiche de Icoaraci, seguindo via fluvial para o porto de Belém . É uma das mais significativas procissões do distrito, reunindo toda a comunidade cristã. Em 1999, esse préstito teve participação especial da cantora lírica Márcia Alivertti, recitando "Ave Maria".

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